sexta-feira, agosto 10, 2007

Pérolas para o fim-de.

Pensamentos para o fim-de-semana:

1. É óbvio o movimento anti-Brasil encabeçado pela Argentina nos discursos da candidata Cristina Kirchner. É a tendência de polarizar contra nossa nítida predominância econômica, cultural e comercial. Tipo torcida anti-flamenguista, saca? Duas histórias verdadeiras para vocês contarem para seus amigos hermanos:
• Um dia, um diplomata brasileiro (que vou manter anônimo) conversava com seu par argentino. Uísque vai, uísque vem, o hermano declara: “todas as mulheres brasileiras são putas!”. Muito calmamente, o brasileiro respondeu: “pelo menos a gente nunca elegeu uma.” Se referia à Evita, claro, mas dentro de alguns meses pode ganhar outro significado.
• A Evita Perón, quando foi visitar a Itália, foi recebida por uma manifestação contrária a sua ideologia fascista. Ela estava ao lado de um premier italiano e chocada, desabafou: “eles estão me chamando de puta!”. O velhinho respondeu: “mas isso é fácil de explicar, minha cara, eles ainda me chamam de almirante, mas fazem anos que não piso num navio.”

2. Reciclar é tão benéfico para a sociedade que deveria ser muito mais incentivado. Uma pesquisa recente mostra que, além de preservar a natureza e diminuir a emissão de gases nocivos, a reciclagem economiza energia. Tendo em vista a crise que está para pairar novamente sobre o país, é bom saber que reciclar alumínio gasta 95% menos energia do que extrair o metal de minérios. Para plástico é 70% menos demandante de energia do que começar do zero. Economias de 60% para aço, 40% para papel e 30% para vidro. A Nicarágua, hoje, tem racionamento de energia 8 horas por dia. Isso é um terço do dia sem energia elétrica. Talvez se a reciclagem entrar em ação.....
3. Trinta anos atrás saía o disco divisor de águas de todo o rock n roll: Never Mind the Bollocks, Here’s the Sex Pistols. Acho que todos devemos fazer um brinde!

Bom descanso!!!

quinta-feira, agosto 09, 2007

Carta Aberta ao Ministro Jobim

Vossa Excelência Ministro Nelson Jobim,

Mais uma vez estou vendo o Governo Federal metendo o dedo onde não deve e ignorando o que todos sabem que tem que ser feito. Refiro-me às últimas declarações de V. Exa. sobre a atual (perpétua?) crise aérea que está debilitando a economia, paciência e imagem de nosso Brasil.

Beiro os dois metros de altura e confesso que não é muito confortável viajar nos vôos comerciais. No entanto, nunca reclamei do número de assentos no avião, pois sei que são por causa dessa quantidade que o preço do bilhete aéreo despencou nos últimos anos. Nesse sentido, sendo me dado a escolha pagar pouco versos viajar com mais espaço, opto sempre pelo primeiro.

O custo de um vôo de um ponto A para um ponto B é fixo. Não importa quantas pessoas estejam a bordo, a empresa aérea paga o mesmo (talvez com um pouco mais ou menos devido ao peso da aeronave). Assim sendo, qualquer menino escolado sabe que quantas mais pessoas estiverem lá dentro, menos cada um tem que pagar, presumindo-se que haverá um lucro máximo, ditado pelo mercado, e que esse será rateado entre os usuários.

Entre as dores de meus joelhos batendo no assento da frente e as dores na minha carteira, fico com as hematomas no joelho. Claro, eu sou um cidadão que paga as próprias passagens com dinheiro suado do meu trabalho. Não tenho um governo que banca minhas viagens, ternos, gravatas, assessores, carros, apartamento e outras mordomias. Se tivesse, também estaria passando leis para fazer as empresas deixarem os aviões com jacuzzis, aeromoças gostosas e camas.

Agora, será que alguém já pensou em regulamentar a aviação civil e deixar o mercado resolver essas questões como assentos e cor dos aviões? Tipo, umas regras bem claras que envolveriam segurança aérea, pontualidade, rotas, malha, etc. Daí, se uma empresa quer se destacar por ser mais confortável, que a faça. Deixe o público decidir se quer pagar mais por isso ou não. Outra idéia é baixar os impostos, deixando que a gente tenha mais dinheiro no bolso para comprar passagens e que essas fiquem mais baratas. Mas tendo em vista as vergonhosas atitudes do governo para garantir a prorrogação da mais que vergonhosa CPMF, acho que não vão querer trabalhar nesse sentido.

Alguém já pensou em descobrir como que milhões foram gastos em Congonhas sem que o equipamento básico para pousos e decolagens fossem trocados? Por que querem proteger o sigilo bancário e telefônico dos altos funcionários da Infraero? Será que vai aparecer alguma coisa suspeita?

No mais, acho que está fazendo um bom início como Ministro da Defesa. Desejo-lhe sorte e que não se infecte pelo vírus do populismo do atual governo.

Abraço!

terça-feira, agosto 07, 2007

Zabriskie Point - Cena Final

E vamos criar uma nova sociedade! abaixo os valores tradicionais!

Zabriskie Point trailer

Um aperitivo para aguçar a vontade de vocês verem Antonioni.

segunda-feira, agosto 06, 2007

Antonioni & Bergman


Enquanto o Philippe está curtindo a sua lua-de-mel, não há muitas novas sobre a Plebe Rude que posso divulgar no momento. Então vou falar sobre uma das minhas paixões: cinema.

Na verdade, quero acender uma vela e falar dois amens para dois diretores muito importantes que se foram: Ingmar Bergman e Michelangelo Antonioni. Lembro-me de quando era adolescente e Brasília, isolada do mundo por uma ditadura e isolada do Brasil pela deficiência de transporte e comunicação, tínhamos que agarrar com as duas mãos qualquer oportunidade de conhecer arte vinda de fora. Nossa salvação eram as embaixadas dos países que tinham representação no país que, volta e meia, exibiam uns filmes legais.

Íamos em bando, ainda por cima por serem de graça. Outra opção era o cinema da Cultura Inglesa. Foi lá que vi, pela primeira vez, Blow Up, do italiano Antonioni, num preguiçoso domingo à tarde, de onde partimos em grupo para o Gilbertinho para finalizar a semana. Bons tempos, bons filmes.

Admito que também sou fã do grande cinema americano, hollywoodiana, as grandes produções, coisa e tal (vem Homem de Ferro em 2008!!). Mas acho importantíssimo contrabalancear com o cinema arte, sério, que não só entretém, mas também faz pensar. Adoro Fanny & Alexander, adoro Zabriski Point. Eram diretores que estavam antenados ao underground, à contracultura de suas épocas, mas também entendiam sobre o que era o CINEMA, com letras maiúsculas.

Destaco, ainda, que fizeram cinema de qualidade sem nenhum patrocínio governamental, tipo Petrobras, como nossos “diretores” fazem seus “cinemas nacionais”.